No centro do Isolamento
Terça-feira, 18 de Maio de 2004
Eu?
Não sei se mereço sequer escrever
Tão forte e tão pouco digno de mim
É falar de ti.

Nem tão forte e absurdo o ego que trago
Me segura a alma no sossego
E ameaço-te com o medo
De desaparecer por algum tempo

Se és quem julgo que sejas
Não sei que adio...
Mas também não sei como dizer
Aquilo que nem eu sei se quero.

Eu e só eu...
Só me apetece que morra o eu que a mim me estorva.



publicado por V. Pimenta às 16:35
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(Esta Braga em mim...)
Num ponto alto sobre esta cidade
Vejo o meu ninho de vivências
No seu frágil tamanho, restrito
Quanto o meu ser.

Surge-me à vista o quadro metafótico de mim
Tão grande que julgava e tão pequeno que é.

Muitos são os dias que me julgo dono do mundo
Mas não passo de um rei obcecado
Numa nação de nada
Iludido por mãos cheias de tudo

Mas continuo a segurar uma fachada,
Aquela que todos olham contentes,
Quando vai ruindo tudo por trás...


publicado por V. Pimenta às 16:18
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Sábado, 15 de Maio de 2004
Prenúncio
Não compreendo o tempo que passa e não espera.
Exige-me a paciência que pensava ter
Mas não tenho...
E dói-me o medo nas entranhas
Por não conseguir explicar o quão negro é o fosso onde caem.







publicado por V. Pimenta às 17:19
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Sexta-feira, 7 de Maio de 2004
Raiva ligeira
A tirania é uma puta cara
Que exige ainda que ou mesmo recebendo.
Ela é que sabe qual o serviço
O cliente é pagador e submisso.


publicado por V. Pimenta às 12:03
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Suberina(ou cortiça minha)
Suberina
A minha vida
Sob um manto de idiota.
Vive um monstro coberto debaixo de um mundo na expectativa.
Boca aberta, sorridente, mente permissiva
- Cala-me os dedos!
Só dizem nada, palavras insossas...


publicado por V. Pimenta às 12:00
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Segunda-feira, 3 de Maio de 2004
O Anti-Homem
portasUsa3.jpg
Colunas de homens sustentam a cúpula de outros.
Os mesmos que suportam na fragilidade dos músculos
[o soberbo deleite dos governantes
Que só governam a vida deles próprios.

Sim , porque eu mereço ser imortal nem que todos morram
Erguer-me perene num templo pleno
Resistente ao tempo e á erosão.

Só os ecos do meu gargalhar
A rasgar o assobio do vento.
O meu caminhar triunfante nas alamedas de ruínas de uma cidade
[sob um céu amarelo e preto

Uma pergunta....
- Que dirá a História de nós?
A Historia ficará muda, já estaremos todos mortos então...



publicado por V. Pimenta às 16:49
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