No centro do Isolamento
Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2004
Pêndulo Humano

Vivo suspenso no breu


Vazio de sons e de estímulos


Só o peso da gravidade


A tensão do fio que me segura


Se ténue ou perenemente.


Nem mesmo a certeza da queda


Nem voz


Nem murmúrio que faça eco


Nada que me deixe enxergar o tamanho do nada


Só mesmo os músculos da face


Que a rasgam em sorriso.


O único sarcasmo que me concede a vida


Já que sou parco em lágrimas


 


É inútil o choro convulso ou sereno


Quando o gotejar é inaudível


Ou o abismo é profundo


Ou fomos encerrados na surdez.



publicado por V. Pimenta às 11:10
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