No centro do Isolamento
Sábado, 30 de Julho de 2005
[Poema/Ensaio]
coffin2.jpg

Este espaço-ser que somos
O espaço que molda nosso corpo
Por todas as partículas que o compõe
Corre e sente por entre túneis negros de sentimentos
Viveres e risos
Graças e juízos
Túneis escuros claros
Tecto azul, negro e branco.
Correm os pedaços de nós
Velozes
Incham e desincham
Como as marcas do rosto
Cicatrizes de tanta coisa
Boa ou má…
Correm neste trilho novo e velho
Inconstante e trepidante
Incerto
Que descarrilam a cada momento
E desaparecem com a morte
Neste espaço-ser que se degenera
Se extingue a cada hora
Primeiro pele, carne, pelos e cabelos
Sobram ossos
Jaz a alma
Que sobrará de nós?

Quase nada de muitos
De outros, faces, fotos, vozes
Que ecoam alguns anos em memórias
De conhecidos e estranhos
Transeuntes
Outros passageiros, figurantes
Sentados junto a nós
Em quadros que por vezes se deparam
Nossos olhos a cada arbítrio, relance
Que sobrará de nós?
Bustos, ossos, roupas, nada…
Filhos, netos, bisnetos…
Famílias eternas, famílias mortas
Sobrenomes, apelidos extinguidos
Modificados pelo tempo
Migalhas de cultura, de hábitos, de ser
Insignificantes fracções cronológicas
Fósseis irreconhecíveis
Pensamentos jamais repetidos
Matéria e anti-matéria
Reduzidos a um legado de poeira…


publicado por V. Pimenta às 13:43
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Quarta-feira, 20 de Julho de 2005
Sentenças...
22.jpg

Os corpos são casulos de almas
Borboletas incertas
Que não sei se existem...


publicado por V. Pimenta às 19:53
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(Ensaio - Poema)
Este espaço-ser que somos
O espaço que molda nosso corpo
Por todas as partículas que o compõe
Corre e sente por entre túneis negros de sentimentos
Viveres e risos
Graças e juízos
Túneis escuros claros
Tecto azul, negro e branco.
Correm os pedaços de nós
Velozes
Incham e desincham
Como as marcas do rosto
Cicatrizes de tanta coisa
Boa ou má…
Correm neste trilho novo e velho
Inconstante e trepidante
Incerto
Que descarrilam a cada momento
E desaparecem com a morte
Neste espaço-ser que se degenera
Se extingue a cada hora
Primeiro pele, carne, pelos e cabelos
Sobram ossos
Jaz a alma
Que sobrará de nós?

Quase nada de muitos
De outros, faces, fotos, vozes
Que ecoam alguns anos em memórias
De conhecidos e estranhos
Transeuntes
Outros passageiros, figurantes
Sentados junto a nós
Em quadros que por vezes se deparam
Nossos olhos a cada arbítrio, relance
Que sobrará de nós?
Bustos, ossos, roupas, nada…
Filhos, netos, bisnetos…
Famílias eternas, famílias mortas
Sobrenomes, apelidos extinguidos
Modificados pelo tempo
Migalhas de cultura, de hábitos, de ser
Insignificantes fracções cronológicas
Fósseis irreconhecíveis
Pensamentos jamais repetidos
Matéria e anti-matéria
Reduzidos a um legado de pó…


publicado por V. Pimenta às 19:31
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Sábado, 16 de Julho de 2005
Transparente
Amanso o corpo e o coração
Florido
Que nem miúdo em diversões
Perdido
Feliz não mas compensado
Compreendido

Já não me escondo sob árvores mortas
Céu castanho, cinzento
Já não me consumo nem comprometo
Minha liberdade
Louca ambiguidade
De rapaz só em si, nunca ausente
Mas de uma existência transparente
Que invade o corpo a todos.


publicado por V. Pimenta às 22:31
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Domingo, 10 de Julho de 2005
Sentenças...
solitude.jpg

Não há esperança que me sustente
Nem amor que aguente
O trágico fim em desperdício
Que me tornei de repente…


publicado por V. Pimenta às 16:35
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Domingo, 3 de Julho de 2005
Este rio corre tumultuoso
passaromorto.JPG

Este rio corre tumultuoso em mim
E o calmo doce é agora torrente salgada
Galgando as margens
Matando tudo que vive sobre elas.

Afogo enquanto penso
Pois quando penso, descompenso
Os sentimentos baralham-me a razão
E as palavras que de mim saem
São abstractos de confusão
Do confuso que em mim reina
Deste turbilhão que não compreendo
Que não me deixa voar
Que me prende o peito ao chão.


publicado por V. Pimenta às 14:56
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