No centro do Isolamento
Domingo, 25 de Julho de 2004
Poema de um (in)conformado
Nunca minha alma se balançou tão louca
Como nestes dias em que te vejo o rosto desvanecer
Sinto um ciclo de fogo que me corrói o ventre
Uma angústia perene que me ameaça sempre
Um castigo solene e constante, o de me veres sofrer.

Simplesmente, nem sei a sorte que tenho
O engano dorido que de repente
Se me fez desmoronar à frente
Todo um sonho que construí .

Felizmente...
Há sempre um dia que te surjo transfigurado
Esquecendo que muitas vezes um repetido fado
Não se torna no hábito decorrente
Onde tantas vezes me achei condenado.

Não sei que futuro me reservam estes dias de tórrida solidão
Mas se não tenho a certeza do que as minhas mãos vão laborar
Tenho convicto o amor que não desperdiço em ti
Fortalecido no dia em que te vi
E me viciaste o coração em te olhar.


publicado por V. Pimenta às 14:53
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1 comentário:
De Anónimo a 25 de Julho de 2004 às 20:38
Até me sinto mal por ter achado o poema tão lindo. O ultimo verso... nem sei o k dizer. Fico sempre tocada com o que escreves. Só te posso dizer que espero que fique tudo bem...
Teresa
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