No centro do Isolamento
Quinta-feira, 24 de Fevereiro de 2005
Dias de Fim, Noites de que me esqueço... (Partes 4e 5)
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IV

Nasceu em desejo impuro
Alterno
Indigente
O sentimento que de aparente
Só tem o carimbo eterno.

E quantos de nós não amam
Quantos de nós não sucumbem
Em poses de morte que deslumbrem
Os felizes que por aqui andam.

V

A noite vai longa
Surge a chuva que tanto tardava
Nem penso sequer que a água
Alimente o rio que em mim secava.

Só tu …
Só tu e os outros que festejam a chuva
Poderão sorrir amanhã.
Meu leito desviado
Qual pouco sangue sugado
Não chegará de manhã.

Que cresçam outros então
Que me substituam a mim
Alma perdida, escriba só neste serão
A contar os dias do fim.


publicado por V. Pimenta às 12:59
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1 comentário:
De Anónimo a 26 de Fevereiro de 2005 às 21:28
Imagem ilustra bem as palavras escritas. Maria
(http://www.maisquepalavras.blogs.sapo.pt)
(mailto:mariaceucosta@sapo.pt)


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