No centro do Isolamento
Sábado, 5 de Março de 2005
Calvária
Quem foi que falou por aqui?
Que olhar vidrou nestas orbitas vazias?
Quantos beijos, quantos suspiros surgiram
Por estas janelas minerais?
Que alma foste e que vias
Quantos amores te prenderam
O sorriso eterno e os demais
Sentimentos que te habitaram?

Serias terno ser ou então apenas
Mais um que entre os normais
Se empoeirou com a morte.
Neste molde de pedra
Fica o vazio
O ar que surge em cada corte
Sobre este leito onde restas frio.

Ninguém olha
Ninguém lembra tão má sorte
Ser-se instrumento inanimado
De ciência
Do saber acumulado
Que nada impede o desnorte
De lembrar que sentidos e sensações
Não passam de pó adiado.


publicado por V. Pimenta às 16:02
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5 comentários:
De Anónimo a 4 de Abril de 2005 às 21:22
Não tenho dito nada mas continuo a passar por aqui... Temos de falar. Gostava de te conhecer melhor... para ver como é o homem que vive atrás deste poeta! BeijoTeresa Reis
</a>
(mailto:)


De Anónimo a 2 de Abril de 2005 às 21:08
E que voz é essa, que emudece e ensurdece ao atravessar o Tâmega?João Martinho
(http://voandoaderiva.blogspot.com)
(mailto:joao.martinho@sapo.pt)


De Anónimo a 14 de Março de 2005 às 22:19
Men!vim ler isto com alguma atenção (pela 1ª vez).sim senhor, já pareces o Herberto Helder... também tens um nome complicado :) segue em frente, meu caro.Ricardo
(http://url)
(mailto:)


De Anónimo a 9 de Março de 2005 às 23:37
Gostei! Obrigada pela visita , bejinhosAran_aran
(http://capricornioemim.blogs.sapo.pt/)
(mailto:aran_aran@sapo.pt)


De Anónimo a 8 de Março de 2005 às 10:26
Gostei muito deste teu cantinho de poesia! Obrigada pela visita... beijinhosAran_aran
(http://capricornioemim.blogs.sapo.pt/)
(mailto:aran_aran@sapo.pt)


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