No centro do Isolamento
Sábado, 9 de Abril de 2005
A vida eterna de Guillaume

O ar não se respira, incorpora-se qual alma num vaivém alucinante e doloroso. É como se o meu coração me apertasse o peito rancoroso por tão fria se ter tornado a atmosfera:"Sofram pulmões malditos que tanto forçais esta voz moribunda a expressar as palavras que não deve a quem nunca deviam os olhos ter alguma vez mirado". O peito, esse pesa e sangra, e o sangue sufoca as lacunas ínfimas e profundas do corpo.


São frios os dias, é frio murmúrio que me embala. Não existe em mim paixão que desperte outro refúgio, outro porto em tempestade e meu barco ainda sorve a água e afunda pelos rombos que sofreu nos baixios, recifes afiados, de outra enseada bela e traiçoeira, em encantos de moira e sereia.



publicado por V. Pimenta às 16:28
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1 comentário:
De Anónimo a 15 de Abril de 2005 às 16:57
bela caracterização, de uma triste (tlv momentanea) vida.abraçoRicardo da Maia
(http://mundifuso.blogspot.com)
(mailto:)


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